Durante o mês de agosto, líderes e profissionais de saúde estão se reunindo na série de encontros “O papel do Diagnóstico na jornada de volta ao trabalho”, promovida pela TM Jobs e patrocinada pela Abbott, empresa global em cuidados para a saúde e líder em soluções diagnósticas. A segunda sessão aconteceu no último dia 19 sob o tema Atenção Primária em Saúde com foco na gestão do paciente pós-pandemia, para debater a importância desse cuidado sob pontos de vista de players de diferentes áreas do ecossistema da saúde.

Com moderação de Ana Maria Malick, Professora Titular da Fundação Getúlio Vargas e Coordenadora da FGV em Saúde, marcaram presença Luis Pilan, Diretor Médico da Mantris, Guilherme Collares, Diretor Executivo de Operações do Grupo Pardini, Erickson Blun, Diretor Presidente do Hospital Vera Cruz e Anderson Mendes, Presidente da Unidas e Gerente Executivo da Cassi.

A telemedicina como parte da APS

O uso da tecnologia nos meios de saúde foi uma das maiores discussões do debate. Se os laboratórios de diagnóstico tiveram que acelerar diversos projetos para lidar com as novas demandas e manter a qualidade de seu atendimento, com o aumento da digitalização, exames domiciliares e drive-thru etc., como comentou Collares a respeito das mudanças no Grupo Pardini, em paralelo, a pandemia veio para consolidar o teleatendimento.

Do lado das operadoras de saúde, Anderson Mendes, Presidente da Unidas e Gerente Executivo da Cassi, comentou que a telemedicina é uma ferramenta fundamental para a APS, principalmente com um teleacompanhamento ativo, que “serve para humanizar e aproximar esse cuidado das pessoas”. Mendes citou o exemplo da Cassi, que possui uma clínica de APS virtual e tem sido a solução para atender aos milhares de beneficiários estabelecidos em cidades onde se manter uma clínica é inviável.

Para Luis Pilan, o trabalho da equipe de saúde ocupacional está se transformando em monitoramento assistencial e isso perdurará no pós-pandemia, especialmente quando se une a APS ao uso da telemedicina, oferecendo mais segurança aos funcionários por meio de respostas rápidas e evitando a procura desnecessária pelo PS, o que impacta no uso mais assertivo dos recursos do sistema de saúde.

Há uma série de regulamentações e protocolos a serem seguidos para que a ferramenta seja bem utilizada, mas ainda assim todos os palestrantes concordam que a telemedicina agrega valor ao serviço e gera segurança para o paciente, cabendo ao médico ter o bom senso para avaliar os casos em que o paciente deve ser encaminhado para uma consulta física.

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